O que foi diferente e o que ainda falta entregar?
Ao completar um ano à frente da Prefeitura, a gestão da prefeita Carmem Zanotto passa a ser avaliada não apenas por números e discursos, mas principalmente pela opinião da rua — que, para muitos, é a que mais conta. Afinal, o cidadão é o “cliente” direto dos serviços públicos.
A expectativa era alta. Carmem assumiu com discurso técnico, foco em áreas sociais e promessa de mudanças na forma de governar. Mas, passado um ano, o que de fato mudou?
Educação: principal destaque
Entre as áreas avaliadas pela população, a educação aparece como o setor que mais avançou. Houve organização, maior presença da gestão e percepção de melhoria no funcionamento da rede. Para muitos, foi o setor que melhor refletiu o estilo da prefeita e onde o plano de governo mais saiu do papel.
Saúde: alerta ligado
A saúde foi um dos maiores desafios e também uma das maiores frustrações. O início da gestão foi marcado por forte alarme, críticas e cobranças públicas. Apesar de ajustes e tentativas de reorganização, o serviço ainda não entregou o que a população espera, especialmente no atendimento diário. A sensação geral é de esforço, mas sem resultado percebido na ponta.
Infraestrutura e obras: começou patinando
No setor de obras, o começo foi lento e gerou críticas. Porém, após cerca de meio ano, a gestão ganhou algum ritmo. A população percebe evolução em ações básicas como patrolamento e tapa-buracos, que passaram a ocorrer com mais frequência. Ainda assim, a avaliação é de que o setor apenas começou a engrenar, longe do ideal.
Assistência social: pouca mudança percebida
Na assistência social, a avaliação popular é mais dura. Não se percebe grande diferença em relação aos últimos oito anos da gestão anterior. O número de moradores em situação de rua continua crescendo, e faltam ações visíveis e efetivas para enfrentar o problema.
Eventos, cultura e lazer
A Festa do Pinhão recebeu críticas pela decisão de levar os shows para o Estádio Vidal Ramos, considerada por muitos um retrocesso no formato tradicional do evento.
Em contrapartida, o Recanto do Pinhão teve melhora significativa, sendo apontado como ponto positivo.
O Natal Feliz Cidade foi avaliado como um acerto da gestão, com boa aceitação dos lageanos e visitantes.
Fundação Municipal de Esportes
O Parajasc foi destaque positivo e considerado um sucesso.
Por outro lado, houve falhas importantes:
Jogos Comunitários começaram tarde demais;
Ausência das modalidades de futebol suíço 40+ e 50+, tradicionais há décadas;
Quadras sintéticas, sob responsabilidade da fundação, abandonadas e sem manutenção.
Semasa: água ok, lixo não
O Semasa não enfrentou falta de água, ponto positivo.
Porém, não conseguiu resolver o problema da coleta de lixo. Mesmo com a troca da empresa, a população segue sofrendo com coleta irregular e acúmulo de lixo, tanto na cidade quanto no interior.
Meio ambiente e zeladoria urbana
Aqui, a percepção popular é negativa.
Avenidas e praças apresentam mato alto e falta de cuidado, passando sensação de abandono.
Na iluminação pública, de responsabilidade do município, moradores relatam demora de semanas ou até meses para troca de lâmpadas queimadas. Apenas no fim do ano percebeu-se alguma melhora na eficiência do serviço.
Plano de governo: parcialmente implantado
Na avaliação geral, a gestão implantou parte do plano de governo, especialmente na educação e na reorganização administrativa. No entanto, áreas sensíveis como saúde, assistência social, coleta de lixo e políticas para moradores em situação de rua ainda não corresponderam às expectativas criadas durante a campanha.
A voz da rua
A opinião que se repete é clara:
“Ainda se espera muito dessa gestão.”
A prefeita Carmem Zanotto e seu secretariado têm pela frente o desafio de transformar intenção em resultado, discurso em serviço percebido e promessa em entrega concreta.
O primeiro ano foi de ajustes; os próximos serão decisivos para definir se a gestão ficará marcada pela mudança ou pela continuidade.













